Numa tentativa de impulsionar o setor cultural do Reino Unido, o governo está alegadamente a estudar propostas que envolvem cobrar uma taxa de entrada aos turistas estrangeiros em alguns dos principais museus e atrações do país.
Estes planos surgem na sequência de uma análise do Arts Council England, na qual a Baronesa Margaret Hodge sugeriu que seria benéfico começar a limitar a entrada gratuita nos museus nacionais britânicos.
A grande maioria dos museus e galerias nacionais de Londres é totalmente gratuita, e tem sido assim desde 2001. O Museu Britânico e o Museu de História Natural são duas das atrações mais visitadas do Reino Unido — e ambos poderão estar sujeitos às novas taxas de entrada para turistas internacionais.

Se estes planos avançarem, será necessário usar identificação digital para distinguir entre visitantes nacionais e internacionais. De momento, não há informações sobre quando estas novas taxas entrarão em vigor nem quanto custarão as entradas.
Uma das melhores coisas de Londres é a infinidade de atividades gratuitas e a abundância de formas acessíveis para os visitantes internacionais mergulharem na cultura e na história. Supostamente, cerca de 43% dos visitantes dos principais museus do Reino Unido são turistas.
O governo parece estar também a considerar outras opções para aumentar o financiamento cultural. A introdução de uma taxa hoteleira é outra opção potencial que está a ser ponderada. Uma pesquisa recente da Art Fund revelou que 72% do público apoia a possibilidade de introduzir uma taxa turística.

A baronesa Margaret Hodge afirmou : «Vamos trabalhar com o setor museológico para explorar as oportunidades potenciais que a cobrança de entrada aos visitantes internacionais nos museus nacionais poderá trazer para apoiar o acesso às artes em todo o lado, bem como os prazos para tal.»
«O governo acredita que cobrar aos visitantes internacionais nos museus nacionais poderia trazer benefícios significativos. Isso poderia reforçar o nosso compromisso de garantir que a arte e a cultura sejam acessíveis, representativas e partilhadas por todo o país, e apoiar a resiliência financeira a longo prazo destas organizações.»