Numa reviravolta nada festiva, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores Ferroviários, Marítimos e dos Transportes (RMT) acabou de anunciar uma série de greves de 24 horas no metro que vão afetar a capital nos próximos dois meses — uma das quais vai acontecer no último fim de semana antes do Natal. Este anúncio surge após meses de discussões entre a London Underground e o RMT devido a um conflito em curso sobre as alterações aos horários de trabalho dos maquinistas do metro.
Quem está em greve e porquê?
Os maquinistas do Metro de Londres que são membros do sindicato RMT vão entrar em greve durante vários períodos de 24 horas entre novembro de 2026 e fevereiro de 2027. A ação coletiva surgiu devido aos planos propostos pela London Underground para condensar as horas de uma semana de trabalho normal em quatro dias para os maquinistas do metro. O sindicato rejeitou repetidamente estes planos, manifestando preocupações em relação à «fadiga, segurança e equilíbrio entre vida profissional e pessoal».
Segundo consta, a Transport for London pretende introduzir uma semana de trabalho voluntária de 35 horas para os maquinistas do Metro de Londres, distribuída por quatro dias. O RMT defende uma semana de trabalho de 32 horas, também distribuída por esses mesmos quatro dias. O sindicato alega que os planos propostos vão afetar negativamente as proteções atuais dos maquinistas e que os trabalhadores vão ter de lidar com turnos mais longos e mais alterações de última hora nos seus horários.
Quando é que as greves no metro vão acontecer?
Foi anunciada uma série de oito greves de 24 horas no metro. Cada greve decorrerá do meio-dia ao meio-dia, afetando assim 16 dias no total. A ação coletiva está, de momento, marcada para as seguintes datas:
- Quinta-feira, 26 de novembro de 2026
- Quinta-feira, 17 de dezembro de 2026
- Sábado, 19 de dezembro de 2026
- Segunda-feira, 4 de janeiro de 2027
- Quarta-feira, 6 de janeiro de 2027
- Quarta-feira, 17 de fevereiro de 2027
- Terça-feira, 23 de fevereiro de 2027
- Quinta-feira, 25 de fevereiro de 2027

É provável que as greves afetem todas as linhas do metro de alguma forma. No entanto, só os maquinistas do metro que são membros do RMT é que vão entrar em greve. Cerca de metade dos maquinistas do metro de Londres pertencem ao sindicato ASLEF, que não vai participar nas greves. Esperemos que isto signifique que ainda haverá serviços a funcionar nas datas afetadas — embora seja provável que estejam muito mais cheios do que o habitual.
Eddie Dempsey, secretário-geral do RMT, disse: «A London Underground está a tentar disfarçar um ataque generalizado às condições de trabalho dos maquinistas como uma semana de quatro dias voluntária. Mas não há nada de voluntário num esquema que obriga os maquinistas a abdicar das proteções existentes, quer trabalhem quatro ou cinco dias, e ameaça quem se recusar com a transferência para outras garagens.»
«Estão a pedir aos nossos membros que passem mais tempo a conduzir comboios, que aceitem turnos mais longos e imprevisíveis e que abdiquem de acordos que foram negociados e defendidos ao longo de muitos anos.»
A Transport for London tem vindo a salientar repetidamente que a proposta de uma semana de trabalho de quatro dias é voluntária e que os maquinistas não são obrigados a aceitá-la.
Como sempre, recomendamos vivamente que fiques atento ao site da Transport for London para que possas verificar o teu trajeto antes de te deslocares e planear com antecedência, para evitar mais perturbações.