Aqui está mais uma entrada para a sua lista de «coisas que eu não esperava em 2026»: a Geração Z e os Millennials agora são o maior público dos concertos de música clássica no Reino Unido. Isso vem do Classical Pulse 2026 — um estudo global sobre música clássica. Então, estamos a abandonar completamente os megashows de Wembley, em Londres, em favor de concertos mais intimistas com instrumentos de cordas? Não exatamente, mas cada vez mais jovens estão a abraçar tributos a Bach ao lado de concertos com batidas fortes, e aqui está o motivo.
O que está a atrair mais jovens no Reino Unido para concertos clássicos?
Os dados mostram que metade dos britânicos já foi a um concerto de música clássica pelo menos uma vez. Entre eles, o público mais jovem é o que mais se envolve: 94% dos menores de 45 anos foram a pelo menos um concerto de música clássica em 2025.
Ainda mais impressionante é que isso significa que os jovens do Reino Unido são os segundos mais ativos frequentadores de concertos clássicos na Europa, atrás apenas da Itália.
A mistura de géneros é um fator importante. Os britânicos mais jovens apreciam abordagens não convencionais da música clássica. Veja-se o Ministry of Sound Classical 2026, uma série de concertos em Londres que reimagina hinos da dança através de uma lente clássica. Depois, há pioneiros como Rosalía, que recentemente se juntou à London Symphony Orchestra no seu último álbum, Lux, transformando o clássico com sons pop contemporâneos.
Adicionar um elemento visual emocionante é outro grande atrativo. Locais como o Royal Albert Hall, em Londres, costumam receber concertos que combinam apresentações orquestrais ao vivo com projeções de cenas icónicas de filmes de franquias como Star Wars e Harry Potter.
Os inquiridos também citam locais pouco ortodoxos — pense em marcos locais e museus como o London Transport Museum — como um atrativo importante para concertos clássicos em comparação com salas tradicionais.
Música clássica no cenário global: como é que o resto do mundo se compara?
Em todos os 10 países incluídos na pesquisa, partilhar a experiência também tem um forte apelo. Hoje em dia, os concertos clássicos parecem menos ocasiões formais impregnadas de exclusividade e mais um passeio social — quase metade dos participantes agora vai a esses concertos para partilhar a experiência com entes queridos.
Além disso, a inovação digital está a alimentar uma nova geração de fãs de música clássica. Entre os jovens de 18 a 44 anos que já assistiram a um concerto clássico, 61% encontram eventos através das redes sociais, em vez de anúncios tradicionais, e 85% do público global está aberto à inovação, especificamente efeitos visuais e mistura de géneros.
E, de forma semelhante aos resultados do Reino Unido, a Geração Z e os Millennials em todo o mundo são quase três vezes mais propensos a serem «seguidores dedicados» do que os Boomers.
Música clássica em Londres: crossovers inovadores e locais pouco ortodoxos ganham destaque

Para ver como tudo isso se manifesta no Reino Unido, basta olhar para a cena da música clássica de Londres. Estamos cada vez mais a abraçar crossovers clássicos: os eventos da BBC Proms no Royal Albert Hall frequentemente reinterpretam músicas pop, rock e rap, como a mistura de funk e hip-hop da Heritage Orchestra de 2019, de The Breaks. Enquanto isso, os concertos à luz de velas iluminam locais não convencionais, como a Catedral de Southwark, com 800 anos, e a ala norte do Barts, classificada como Grau I, dentro do St Bartholomew’s — o hospital mais antigo em funcionamento do Reino Unido.

